A Psicologia Perinatal que surgiu na década de 70 com Maria Tereza Maldonado no Brasil.
Fátima Bortoletti começou a trabalhar com um grupo de gestantes na década de 80 e escreveu o livro `Psicologia obstétrica`.
Já Vera Iaconelli criou o instituto geral na década de 90. Podemos considerar essas três mulheres como pioneiras da Psicologia Perinatal.
Perinatal significa em torno do nascimento – e trabalha desde o planejamento familiar, tentativa de engravidar, adoção, gravidez, parto e pós parto, luto por perda fetal, entre outras coisas.
A psicologia perinatal é extremamente importante nos dias de hoje – pois após muitos estudos foi constatado que a gravidez é um período potencial de risco. Porque mais de 50% das mulheres demonstram uma alteração emocional significativa. E também mais de 50% das gestações não são planejadas no Brasil.
Podemos discorrer sobre a gravidez na adolescência – que também pode ser planejada ou não – e acaba sendo um risco social e um risco para a gestante – porque seu corpo ainda está em desenvolvimento e acaba sendo uma gravidez de risco. Há grandes índices de parto prematuro por conta disso.
Além dessa gestante estar passando por dois momentos cruciais na vida de uma mulher – a adolescência/ puberdade e a gravidez. Momentos que oferecem mudanças psíquicas significativas.
A ansiedade, estresse e depressão são as principais alterações emocionais que ocorrem no período pré natal e precisam ser prevenidas.
Por isso, é de suma importância o pré-natal psicológico (PNP) – que é uma técnica da psicologia perinatal que visa oferecer acolhimento e orientação psicológica e preventiva às alterações emocionais significativas próprias desse período, ou evitar a sua cronificação no pós parto. O PNP pode ser realizado em atendimentos individuais ou em grupo, e ocorre em aproximadamente seis encontros.
O psicólogo perinatal pode atuar em hospitais, maternidades, centros de saúde e na clínica. O atendimento pode ser individual ou grupal.
Muito se romantiza a maternidade – e isso acaba gerando consequências negativas na gestação. Porque popularmente acredita-se que a mulher tem um instinto materno e um amor incondicional para oferecer ao bebe logo após o nascimento.
Porém vários autores revelaram após estudos que o instinto materno não existe. O que existe é amor materno e amor materno é aprendido. Tanto que temos a ocitocina que está presente na hora do parto para ajudar nessa vinculação entre mãe e bebe para dar início a essa relação.
